A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou, nesta terça-feira (14), o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira, relator dos trabalhos. O parecer propunha o indiciamento de autoridades de alto escalão da República, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República.
No documento, Vieira sugeria o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet. O relatório, com 221 páginas, concentrou críticas à atuação dos magistrados, atribuindo a eles a conduta de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.
A votação ocorreu após mudanças na composição da comissão, presidida pelo senador Fabiano Contarato. Três dos 11 membros titulares foram substituídos. Os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) deram lugar a Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE). Já a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que ocupava posição de suplente, foi alçada à condição de titular.
Com as alterações, a correlação de forças na CPI foi modificada, garantindo maioria contrária ao relatório de Vieira. O parecer acabou rejeitado por seis votos a quatro.
Votaram contra o relatório os senadores Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE). Já os votos favoráveis foram de Alessandro Vieira (MDB-SE), Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Esperidião Amin (PP-SC).






