O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o Brasil caminha para viver o maior ciclo de investimentos em infraestrutura de sua história recente. Segundo o ministro, a conclusão e execução de cerca de R$ 400 bilhões em obras de estradas, ferrovias e mobilidade urbana até o próximo ano devem consolidar esse marco. As declarações foram feitas em entrevista ao programa A Voz do Brasil.
De acordo com Renan Filho, parte expressiva desse avanço é resultado da ampliação das parcerias com o setor privado, estratégia adotada para viabilizar projetos que o governo federal não conseguiria executar sozinho. Nesse modelo, o atual governo já realizou, em três anos, quase quatro vezes mais leilões de concessão do que a gestão anterior. Entre 2023 e agora, foram realizados 22 leilões, contra seis no período de 2019 a 2022. A meta, segundo o ministro, é chegar a 36 concessões até o próximo ano.
Além das concessões, Renan Filho destacou o volume de obras em andamento com recursos próprios da União, que atendem tanto capitais quanto regiões do interior em todas as partes do país. Estados como Tocantins, Pará, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas e Mato Grosso estão entre os contemplados com investimentos em infraestrutura de transportes.
Outro ponto ressaltado pelo ministro é a retomada dos investimentos no transporte ferroviário de cargas, considerada por ele sem precedentes nos últimos anos. A ampliação da malha ferroviária é vista como estratégica para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da economia e integrar regiões produtoras aos principais portos do país.
Renan Filho afirmou ainda que a expectativa do governo é encerrar a atual gestão, em 2026, com um volume recorde de entregas. “A nossa meta é terminar o governo do presidente Lula com o maior número de obras entregues da história”, declarou.
Durante a entrevista, o ministro também destacou o lançamento da nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH) como uma medida de forte impacto social. Segundo ele, o novo modelo deve reduzir em até 80% o custo para a obtenção da habilitação. “A CNH do Brasil vai representar um novo momento, ao dar acesso das pessoas ao mercado de trabalho, já que tirar uma habilitação também significa a possibilidade de conseguir um emprego melhor”, afirmou.
Para o Ministério dos Transportes, a combinação de investimentos públicos, parcerias privadas e políticas de inclusão deve deixar um legado estrutural duradouro para o desenvolvimento econômico e social do país.
Com informações da Agência Gov






