O preço da cesta básica voltou a subir em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal pelo segundo mês consecutivo, segundo dados divulgados pela Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em Maceió, o custo médio da cesta em abril ficou em R$ 652,94, colocando a capital alagoana entre as cidades com menor valor do país.
Apesar de apresentar um custo inferior em comparação às capitais do Sul e Sudeste, o aumento dos alimentos também tem impactado o orçamento das famílias maceioenses, principalmente diante da alta de produtos considerados essenciais, como leite, feijão, tomate, pão francês, café e carne bovina.
Segundo o levantamento, o leite integral foi um dos principais responsáveis pela pressão sobre os preços, registrando aumento em todas as capitais analisadas. De acordo com o Dieese, a elevação ocorreu devido à redução da oferta no campo durante o período de entressafra, afetando diretamente os derivados lácteos.
Outro item que apresentou forte alta foi o feijão, que subiu em 26 das 27 capitais pesquisadas. Já o tomate teve aumento em 25 cidades brasileiras, enquanto o pão francês, o café em pó e a carne bovina de primeira também registraram crescimento na maior parte do país.
No acumulado de 2026, todas as capitais brasileiras apresentaram aumento no preço médio da cesta básica. As variações vão de 1,56%, em São Luís, até 14,80%, em Aracaju.
Embora Maceió esteja entre as capitais com cesta mais barata do país, especialistas alertam que o impacto no poder de compra da população continua significativo, especialmente entre famílias de baixa renda.
A cesta básica mais cara do Brasil foi registrada em São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 906,14 em abril. Na sequência aparecem Cuiabá, Rio de Janeiro e Florianópolis.
Entre as capitais do Norte e Nordeste, os menores valores médios foram identificados em Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).
Com base no custo da cesta mais cara do país, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir despesas básicas de uma família brasileira deveria ser de R$ 7.612,49 — valor equivalente a 4,7 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621.
Com informações da Agência Brasil






