Advogado é preso suspeito de liderar esquema de golpes milionários em Alagoas

Organização criminosa teria movimentado mais de R$ 80 milhões, segundo a Polícia Civil
Polícia apreende bens, imóveis e carros de luxo usados na lavagem de dinheiro (Foto: PCAL)

A Polícia Civil de Alagoas desarticulou uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes milionários no estado. A ação foi coordenada pela Delegacia de Estelionatos e resultou na prisão de um advogado apontado como líder do esquema, na Barra de São Miguel.

De acordo com as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 80 milhões por meio de fraudes diversas. O principal investigado, que era regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, utilizava a própria profissão como fachada para enganar vítimas.

Segundo a polícia, os golpes envolviam falsos processos judiciais, cobranças indevidas de taxas e promessas fraudulentas relacionadas à facilitação na compra de imóveis. Em muitos casos, a documentação apresentada às vítimas era completamente falsificada.

A operação foi coordenada pelos delegados Dalberth Pinheiro e Michelly Santos, com acompanhamento do delegado-geral Thales Araújo e representantes da OAB.

Prejuízos milionários

As apurações indicam que pelo menos duas vítimas tiveram prejuízos superiores a R$ 8 milhões cada. A polícia não descarta a existência de outros lesados, o que pode ampliar ainda mais o alcance do esquema.

Prisões e apreensões

Além da prisão do suposto líder, a operação resultou na apreensão de bens, imóveis e veículos de luxo, que seriam utilizados para lavagem de dinheiro. Ao menos outras oito pessoas são investigadas por participação no esquema.

A ação mobilizou diversas unidades da Polícia Civil, incluindo equipes especializadas, e contou também com o apoio de militares da Rotam.

Combate ao crime

Em nota, a Polícia Civil reforçou o compromisso com o combate à criminalidade e a proteção da população alagoana. O órgão também orienta que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do Disque 181.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do grupo criminoso.

 

 

 

 

 

 

 

Com informações da PCAL