Lula mantém Alckmin na chapa e promove ampla mudança na Esplanada

Ao menos 14 ministros deixam o governo para disputar eleições em outubro
Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para se dedicar à campanha eleitoral (Foto: Agência Brasil)

A reunião ministerial realizada na manhã desta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, marcou o início de uma ampla reforma na Esplanada dos Ministérios. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, durante discurso de abertura, que o vice-presidente Geraldo Alckmin seguirá como seu companheiro de chapa na disputa pela reeleição.

Segundo Lula, Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para se dedicar à campanha eleitoral. “Ele vai ter que deixar porque será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou o presidente.

O encontro também oficializa a saída de pelo menos 14 ministros que devem disputar as eleições de outubro. Em sua fala, Lula destacou que não colocará obstáculos para os auxiliares que desejarem concorrer a cargos públicos. “É um direito legítimo de cada companheiro querer disputar uma eleição, seja qual cargo for”, disse.

A reforma ministerial atinge áreas estratégicas do governo e inclui mudanças em pastas centrais, como Casa Civil, Fazenda e Planejamento. Entre os nomes que deixam o governo estão Rui Costa, que deve disputar o Senado pela Bahia, Fernando Haddad, cotado para o governo de São Paulo, e Simone Tebet, que também pretende concorrer ao Senado paulista.

Outros ministros que deixam seus cargos incluem Gleisi Hoffmann, Carlos Fávaro, Renan Filho, Marina Silva e Anielle Franco, todos com planos de disputar diferentes cargos eletivos.

As mudanças também envolvem a entrada de novos nomes para garantir a continuidade da gestão. Entre os substitutos estão Miriam Belchior, na Casa Civil; Dario Durigan, na Fazenda; Bruno Moretti, no Planejamento; e Márcio Elias Rosa, no Desenvolvimento, Indústria e Comércio.A dança das cadeiras no governo federal faz parte da estratégia política para as eleições e deve redesenhar o cenário da Esplanada nos próximos meses, com impacto direto tanto na articulação política quanto na condução de políticas públicas.