A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26), em votação simbólica e em bloco, 87 requerimentos que incluem pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal, convocações e até representação por prisão preventiva. Entre os nomes que terão dados analisados estão Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além do Banco Master e da CredCesta. A deliberação ocorreu em meio a forte tensão entre parlamentares da base governista e da oposição.
No conjunto dos pedidos aprovados consta ainda a representação pela prisão preventiva do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, investigado por suposta atuação ligada a descontos indevidos em benefícios do INSS. Também foram aprovadas as convocações do ex-deputado André Moura e do empresário Gustavo Marques Gaspar, além do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, apontado como responsável pela criação da CredCesta e citado em fatos relacionados à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Após a proclamação do resultado, houve tumulto na comissão. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a votação em bloco foi solicitada com base regimental e que o painel eletrônico registrava 31 parlamentares presentes. Segundo ele, foram contabilizados sete votos contrários, proclamando assim a aprovação integral da pauta. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou questão de ordem pedindo a anulação do resultado por suposto erro material na contagem, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu a manutenção da decisão.
No caso de Fabio Luis Lula da Silva, a CPMI solicita ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a elaboração de Relatório de Inteligência Financeira (RIF) para subsidiar a quebra de sigilos no período de 2022 a janeiro de 2026. Já as quebras de sigilo do Banco Master abrangem o intervalo de 2015 a 2025, enquanto as da CredCesta vão de abril de 2017 a dezembro de 2025, com justificativas relacionadas ao mercado de crédito consignado e a investigações sobre possíveis fraudes envolvendo benefícios do INSS.
Com informações da Agência Senado






