Novas regras do Pix entram em vigor e aceleram devolução em casos de golpe

Pix continua gratuito e ganha medidas contra golpes e fake news
Mudanças entram em vigor nesta segunda-feira e ampliam proteção aos usuários (Foto: Agência Brasil)

Passam a valer a partir desta segunda-feira (02) as novas regras de segurança do Pix, criadas pelo Banco Central (BC), com foco no aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). A ferramenta é utilizada para tentar recuperar valores transferidos em situações de fraude ou golpe, um dos principais problemas enfrentados por usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

A principal mudança está na redução do prazo para devolução do dinheiro. Segundo especialistas consultados pela CNN Brasil, a expectativa é que, com as novas regras, o valor contestado possa retornar à conta do cliente em cerca de 11 dias após a abertura da reclamação. Antes, o processo podia levar mais tempo, o que diminuía as chances de sucesso na recuperação dos recursos.

Outra inovação considerada fundamental é a ampliação do rastreamento do dinheiro. Com o novo sistema, os bancos passam a conseguir seguir o caminho do valor transferido, mesmo quando ele é rapidamente repassado para outras contas. Até então, o bloqueio ocorria apenas na primeira conta que recebia o Pix.

Agora, caso o golpista transfira o dinheiro para uma segunda ou terceira conta — prática comum com o uso das chamadas “contas laranjas” — o sistema realiza o bloqueio automático em cascata dessas movimentações. A medida aumenta de forma significativa as chances de localizar o saldo e possibilita a recuperação total ou parcial do valor pela vítima.

Atenção com fake news

O Banco Central reforça que o Pix continua totalmente gratuito para pessoas físicas. As novas medidas de segurança não criam tarifas nem geram custos adicionais para o usuário comum, apesar de informações falsas que circulam nas redes sociais.

De acordo com o BC, as mudanças têm como objetivo aumentar a proteção dos usuários sem comprometer a agilidade do sistema, que segue como um dos meios de pagamento mais utilizados no país. A orientação permanece a mesma: em caso de golpe ou fraude, o cliente deve acionar o banco o mais rápido possível, pois a rapidez na contestação é decisiva para o sucesso do Mecanismo Especial de Devolução.