Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (16) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria todos os cenários de segundo turno das eleições presidenciais de 2026 testados pelo levantamento. No principal deles, Lula aparece dez pontos percentuais à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recém-lançado como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
De acordo com o estudo, Lula registra 46% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro, em um eventual confronto direto. Outros 3% dos entrevistados se disseram indecisos, enquanto 15% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar.
Esta é a primeira pesquisa nacional realizada sem o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro desde que ele indicou publicamente o filho como seu candidato à Presidência em 2026. O levantamento também testou cenários contra outros governadores e líderes da direita, e em todos Lula aparece numericamente à frente.
Confira os cenários testados
Cenário 1 – Lula x Flávio Bolsonaro
- Lula (PT): 46%
- Flávio Bolsonaro (PL): 36%
- Indecisos: 3%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 15%
Cenário 2 – Lula x Tarcísio de Freitas
- Lula (PT): 45%
- Tarcísio de Freitas (Republicanos): 35%
- Indecisos: 4%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 16%
Cenário 3 – Lula x Ratinho Jr.
- Lula (PT): 45%
- Ratinho Jr. (PSD): 35%
- Indecisos: 3%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 17%
Cenário 4 – Lula x Ronaldo Caiado
- Lula (PT): 44%
- Caiado (União Brasil): 33%
- Indecisos: 3%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 20%
Cenário 5 – Lula x Romeu Zema
- Lula (PT): 45%
- Zema (Novo): 33%
- Indecisos: 4%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 18%
Contexto político
O desempenho de Flávio Bolsonaro ocorre em meio à tentativa do campo bolsonarista de manter protagonismo eleitoral após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. A pesquisa indica, no entanto, que o presidente Lula segue competitivo e liderando com folga em eventuais disputas de segundo turno contra os principais nomes da oposição.
A Genial/Quaest ainda não divulgou, neste recorte, dados sobre primeiro turno ou avaliação de governo, mas os números reforçam a vantagem do atual presidente em cenários polarizados para 2026.






