Jogador de futebol profissional é alvo de operação da Polícia Civil de Alagoas

Foram cumpridos 21 mandados judiciais — seis de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão
O dinheiro era movimentado em contas de laranjas e depois centralizado pelos líderes do grupo (Foto: PCAL)

A Polícia Civil de Alagoas deflagrou, nesta terça-feira (3), a Operação Sorte de Areia, que desarticulou um esquema nacional de estelionato e lavagem de dinheiro e teve como um dos principais alvos um jogador de futebol profissional que atua no leste europeu. A ação foi coordenada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), comandada pelo delegado Igor Diego, em parceria com as polícias civis de Goiás, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados judiciais — seis de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão — expedidos pela 17ª Vara Criminal de Maceió. As investigações revelaram a atuação de uma organização criminosa responsável pelo chamado “golpe do falso dono de lotérica”, no qual criminosos se passavam por proprietários de casas lotéricas para induzir funcionários ao pagamento de boletos falsos. O dinheiro era movimentado em contas de laranjas e depois centralizado pelos líderes do grupo. Só em Alagoas, o prejuízo ultrapassa R$ 1 milhão.

Segundo o delegado José Carlos, da Divisão Especial de Combate à Corrupção (Deccor), o compartilhamento de informações com o Grupo Especial de Investigação Criminal (GEIC), de Anápolis (GO), foi determinante para o avanço da apuração. “O GEIC já havia deflagrado outras duas operações envolvendo esses mesmos criminosos”, ressaltou. Até o momento, duas pessoas foram presas, cinco veículos foram apreendidos e bens foram bloqueados por ordem judicial, podendo chegar a R$ 3 milhões. Um homem, marido de uma integrante da quadrilha, também foi detido por posse irregular de arma de fogo.

Entre os quatro foragidos estão o líder da organização, residente em São Paulo, dois comparsas em Goiás e o jogador de futebol, cujo nome não foi divulgado, mas que segundo a Polícia Civil atua em um clube do leste europeu. A delegada Maria Eduarda informou que todas as medidas legais já estão em andamento para localizar e prender os investigados, incluindo a cooperação internacional necessária para cumprir o mandado contra o atleta.

O delegado Igor Diego destacou a importância da integração entre as forças policiais: “A operação é resultado de um trabalho técnico, estratégico e cooperativo”, disse. Ele agradeceu o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Operação Renorcrim e do programa Impulse, e reforçou o compromisso da Polícia Civil de Alagoas no enfrentamento ao crime organizado. “Seguimos atuando incansavelmente para identificar estruturas criminosas, desmantelar esquemas complexos e garantir que todos os envolvidos sejam levados à Justiça”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações da PCAL