Em um pronunciamento contundente durante a sessão ordinária de ontem, terça-feira (21), na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Lelo Maia (União Brasil) fez graves acusações contra o Departamento Municipal de Transporte e Trânsito (DMTT) de Maceió, classificando suas ações como parte de uma suposta “indústria da multa” e uma “máfia do guincho”.
Segundo o parlamentar, trabalhadores, especialmente motoboys e motoristas de aplicativo, estão sendo vítimas de abordagens arbitrárias e em horários considerados inadequados.
“O trabalhador e pai de família é perseguido e humilhado. Motoboys e Uber têm veículos apreendidos em operações em horários inapropriados”, declarou Maia em plenário.
O deputado revelou ainda que apenas nas últimas 24 horas recebeu mais de 6 mil denúncias via redes sociais. Ele também citou um crescimento alarmante de 240% nas autuações, que, segundo ele, evidenciam práticas abusivas por parte dos agentes de trânsito.
Abordagem pessoal e medidas anunciadas
Durante o discurso, Lelo Maia relatou ter sido vítima de uma dessas abordagens. Segundo ele, um veículo pertencente ao seu escritório, que prestava serviço privado com cinco pessoas a bordo, foi parado por agentes do DMTT de forma truculenta, mesmo sem qualquer irregularidade constatada.
“Se tratam assim um deputado, imaginem o cidadão comum”, disse o parlamentar, ao destacar o que considera autoritarismo por parte da autarquia municipal.
Diante do cenário, o deputado anunciou que irá impetrar um mandado de segurança para suspender abordagens ilegais e buscar a anulação de multas abusivas. Também afirmou que irá convocar uma audiência pública, envolvendo representantes do DMTT, Guarda Municipal, Detran, Ministério Público, OAB e sindicatos.
“Alguém terá que explicar a truculência nas abordagens e o favorecimento à máfia do guincho. Nenhum órgão pode agir fora da lei, e nenhum servidor pode se colocar acima do povo que paga seu salário”, concluiu Lelo Maia, prometendo responsabilizar os autores dos supostos abusos.
Próximos passos
A audiência pública, que ainda terá data definida, promete abrir espaço para um debate mais amplo sobre os métodos de fiscalização, os critérios para remoção de veículos e a transparência nas ações de trânsito na capital alagoana.






