1º de setembro é o último dia da Campanha de Multivacinação contra o sarampo

Crianças e adolescentes menores de 15 anos devem aproveitar a campanha para atualizar a caderneta
Ministério da Saúde reforça importância de atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos (Foto: Julia Prado /MS)

1º de setembro é a data de encerramento da Campanha Nacional de Multivacinação, promovida pelo Ministério da Saúde para estimular a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Em meio à confirmação de casos de sarampo no país, a pasta reforça a importância de aproveitar a campanha para verificar se todas as vacinas estão em dia, especialmente a tríplice viral.

A vacinação é considerada a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença altamente contagiosa. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Prazo termina em 1º de setembro

Com o encerramento da campanha marcado para terça-feira, 1º de setembro, pais e responsáveis devem procurar uma unidade de saúde para conferir a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

A orientação ganha ainda mais importância diante do registro de casos de sarampo em 2026. Até o momento, o Brasil confirmou 27 casos da doença, sendo 24 relacionados a uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho, no estado de São Paulo.

Dos casos ligados à transmissão ativa, 21 foram registrados na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Outros três casos — dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro — não possuem relação entre si e já são considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.

Brasil mantém controle da doença

Diante do cenário, o Ministério da Saúde mantém ações conjuntas com estados e municípios para interromper a transmissão e impedir a disseminação do vírus.

Entre as estratégias estão a intensificação da investigação epidemiológica, identificação e acompanhamento de contatos, busca ativa de casos, bloqueio vacinal e ampliação da vacinação de acordo com a situação epidemiológica de cada região.

A atuação integrada também tem sido importante para impedir a reintrodução e a circulação sustentada do sarampo no território nacional. Em 2025, foram confirmados 38 casos importados ou relacionados à importação, todos controlados por meio das ações de vigilância e vacinação.

Com as medidas adotadas, o Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo diante do aumento de casos registrado em outros países das Américas.

Mais de 13 milhões de doses distribuídas

Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 13 milhões de doses da vacina tríplice viral para estados e municípios. Mais de 5,4 milhões de doses foram aplicadas em todo o país.

Os índices de vacinação contra o sarampo também vêm apresentando recuperação. As coberturas vacinais voltaram a crescer a partir de 2023, depois de seis anos consecutivos de queda.

A cobertura da tríplice viral, que estava abaixo de 80% em 2021, ultrapassou 93% em 2025, resultado considerado o melhor dos últimos nove anos. Segundo o Ministério da Saúde, houve crescimento médio anual de 10% no número de crianças protegidas, o equivalente a aproximadamente 1 milhão de crianças a mais vacinadas por ano nos primeiros anos de vida.

Quem deve tomar a vacina?

Para as crianças, o calendário de rotina prevê duas doses da tríplice viral: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade.

Pessoas de até 29 anos que não tenham sido vacinadas ou não possuam comprovação devem receber duas doses, respeitando intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Para adultos de 30 a 59 anos, é recomendada uma dose.

Em situações de circulação do vírus, as estratégias podem ser ampliadas pelas autoridades de saúde conforme a avaliação epidemiológica.

Em São Paulo, por exemplo, diante da cadeia de transmissão identificada, foi recomendada a ampliação da vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, incluindo crianças de 6 a 11 meses, que podem receber a chamada “dose zero”.

A dose zero é uma proteção adicional indicada para crianças menores de 1 ano em situações de maior risco. Ela não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que continuam sendo necessárias aos 12 e 15 meses.

Caderneta atualizada é proteção

Com o prazo da campanha chegando ao fim em 1º de setembro, o Ministério da Saúde reforça o chamamento para que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação e procurem os serviços de saúde caso existam doses pendentes.

A vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir o sarampo, interromper cadeias de transmissão e evitar que o vírus volte a circular de forma sustentada no país.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações do MS