Centenas de fiéis participaram, nesta quinta-feira (4), da celebração de Corpus Christi na Catedral Metropolitana Nossa Senhora dos Prazeres, em Maceió. A solenidade, uma das mais importantes do calendário litúrgico católico, celebrou a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. Após a missa, os participantes permaneceram em adoração ao Santíssimo Sacramento.
Durante a homilia, o reitor da Catedral, Cônego Elison Silva, ressaltou a importância da data para a fé católica, destacando que a Igreja celebra não apenas um símbolo, mas a presença sacramental de Cristo.
“Hoje a Igreja se ajoelha diante do maior dos mistérios: a Eucaristia. Não celebramos uma ideia, lembrança, nem mesmo um símbolo. Celebramos uma presença sacramental real, verdadeira”, afirmou.
Segundo o sacerdote, a festa de Corpus Christi responde diretamente às palavras de Jesus registradas no Evangelho de São João: “Eu sou o pão vivo descido do Céu” (Jo 6,51).
O alimento que sustenta a vida cristã
Ao refletir sobre o significado da Eucaristia, Cônego Elison destacou que a vida cristã encontra nesse sacramento sua principal fonte de força espiritual.
“Nós vivemos deste pão. Nossa vida tem sentido cada vez que nos alimentamos da Eucaristia”, declarou.
De acordo com ele, a comunhão fortalece os fiéis para viverem sua vocação e cumprirem sua missão evangelizadora. O sacerdote enfatizou que o impulso missionário da Igreja nasce justamente do encontro com Cristo presente na Eucaristia.
“A missão que somos chamados a realizar vem da força deste sacramento, desta presença de Jesus que nos sustenta”, disse.
Durante a celebração, o reitor também recordou a experiência do povo de Israel no deserto, quando Deus concedeu o maná para sustentar a caminhada rumo à Terra Prometida. Para ele, a Eucaristia representa uma manifestação ainda maior do amor divino.
“No Antigo Testamento, Deus alimentou Israel com o maná, que sustentava o corpo durante a travessia no deserto. Na Eucaristia Deus não nos dá algo, Ele nos dá a si mesmo”, destacou.
Transformação interior e compromisso com o próximo
O sacerdote explicou ainda que a comunhão representa um convite permanente à transformação pessoal e ao compromisso com os valores cristãos.
“Cada comunhão recebida com fé nos torna mais semelhantes a Cristo e, por causa dele, mais capazes de amar, perdoar e servir”, afirmou.
Outro ponto enfatizado na homilia foi a dimensão comunitária da Eucaristia. Segundo o reitor, ao compartilharem o mesmo pão e o mesmo cálice, os cristãos são chamados a viver a unidade e a fraternidade.
“Quem recebe o Corpo de Cristo compreende que pertence à Igreja e que, por isso, é chamado a abraçar todos os irmãos. Não existe verdadeira adoração eucarística sem caridade, como não existe comunhão sem unidade”, declarou.
Para o sacerdote, a participação na Eucaristia deve refletir-se em atitudes concretas de serviço ao próximo.
“O altar conduz necessariamente ao serviço, enquanto a hóstia consagrada ensina a lógica do dom e da entrega por amor”, acrescentou.
A humildade de Deus na Eucaristia
Ao encerrar sua reflexão, Cônego Elison destacou a humildade de Deus revelada no sacramento eucarístico, ressaltando que Cristo se faz presente de maneira simples e silenciosa.
“A Eucaristia é a humildade de Deus. Na Eucaristia Deus se faz alimento para a nossa fome. Ele não impõe, não faz espetáculo, não grita, mas espera silenciosamente nos sacrários do mundo”, concluiu.
A celebração de Corpus Christi integra uma tradição centenária da Igreja Católica e reúne anualmente milhares de fiéis em diversas cidades brasileiras para expressar publicamente a fé na presença de Cristo na Eucaristia.
Com informações da Arquidiocese de Maceió






