Polícia Federal investiga possíveis abusos nos preços de combustíveis em todo país

Investigação apura indícios de aumento injustificado nos preços em diversos estados
Investigação apura práticas que podem configurar crimes contra a ordem econômica e contra a economia popular (Foto: Agência Brasil)

A Polícia Federal instaurou, nesta terça-feira (17), um inquérito para investigar possíveis práticas abusivas na formação de preços de combustíveis em postos de todo o país. A apuração ocorre após indícios de aumentos considerados injustificados em diferentes regiões.

De acordo com a corporação, a investigação foi aberta a partir de informações encaminhadas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os órgãos identificaram sinais de elevação de preços sem compatibilidade com os custos do setor.

O objetivo do inquérito é apurar condutas que possam afetar de forma ampla o mercado de combustíveis e comprometer a ordem econômica. Segundo a Polícia Federal, há indícios de práticas abusivas em diversos estados, o que demanda uma atuação coordenada em nível nacional.

As irregularidades investigadas podem, em tese, se enquadrar em crimes previstos na Lei nº 8.137/1990, que trata de crimes contra a ordem tributária e econômica, e na Lei nº 1.521/1951, relacionada a crimes contra a economia popular. As penas podem chegar a até cinco anos de reclusão e dez anos de detenção, respectivamente.

Como parte das diligências iniciais, a Polícia Federal realizou interlocução com órgãos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo a Senacon e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), além da própria ANP. Também foram solicitadas informações ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e aos Procons dos 26 estados e do Distrito Federal.

A investigação segue em andamento e busca esclarecer se houve prática coordenada ou individual de aumentos indevidos nos preços dos combustíveis no país.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações da PF