Dezenove estados brasileiros e o Distrito Federal encerraram 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No país como um todo, a taxa média anual de desocupação ficou em 5,6% — a menor já registrada na série histórica. A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, trabalho temporário ou por conta própria. Só é considerada desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. Ao todo, são visitados cerca de 211 mil domicílios em todas as unidades da federação.
Alagoas: desemprego acima da média e alta informalidade
Em Alagoas, a taxa de desemprego fechou 2025 em 8,3%, acima da média nacional (5,6%). No ranking nacional, o estado aparece entre os que têm maior nível de desocupação, cenário semelhante ao de outros estados do Nordeste.
Além disso, Alagoas registrou índice de informalidade de 47,5%, também acima da média brasileira (38,1%). Isso significa que quase metade dos trabalhadores alagoanos atua sem garantias como 13º salário, férias remuneradas, seguro-desemprego e cobertura previdenciária.
No quesito rendimento médio mensal, o trabalhador em Alagoas recebeu, em média, R$ 2.531 em 2025 — valor inferior à média nacional de R$ 3.560.
Estados com mínimas históricas de desemprego
As unidades da federação que atingiram a menor taxa da série histórica foram:
Mato Grosso: 2,2%
Santa Catarina: 2,3%
Mato Grosso do Sul: 3,0%
Espírito Santo: 3,3%
Paraná: 3,6%
Rio Grande do Sul: 4,0%
Minas Gerais: 4,6%
Goiás: 4,6%
Tocantins: 4,7%
São Paulo: 5,0%
Paraíba: 6,0%
Ceará: 6,5%
Pará: 6,8%
Maranhão: 6,8%
Distrito Federal: 7,5%
Amapá: 7,9%
Sergipe: 7,9%
Rio Grande do Norte: 8,1%
Amazonas: 8,4%
Bahia: 8,7%
Entre esses, apenas o Amazonas não apresentou queda em relação a 2024, repetindo o índice de 8,4%.
Ranking completo do desemprego em 2025
Considerando todas as 27 unidades da federação, 12 ficaram abaixo da média nacional e 15 acima. Três estados do Nordeste concentram as maiores taxas:
Mato Grosso: 2,2%
Santa Catarina: 2,3%
Mato Grosso do Sul: 3,0%
Espírito Santo: 3,3%
Rondônia: 3,3%
Paraná: 3,6%
Rio Grande do Sul: 4,0%
Goiás: 4,6%
Minas Gerais: 4,6%
Tocantins: 4,7%
São Paulo: 5,0%
Roraima: 5,1%
Média Brasil: 5,6%
Paraíba: 6,0%
Ceará: 6,5%
Acre: 6,6%
Maranhão: 6,8%
Pará: 6,8%
Distrito Federal: 7,5%
Rio de Janeiro: 7,6%
Sergipe: 7,9%
Amapá: 7,9%
Rio Grande do Norte: 8,1%
Alagoas: 8,3%
Amazonas: 8,4%
Bahia: 8,7%
Pernambuco: 8,7%
Piauí: 9,3%
Rondônia, apesar de não ter registrado mínima histórica, encerrou o ano com 3,3%, o quarto menor índice do país. O recorde estadual foi de 3,1%, alcançado em 2023.
Informalidade atinge 38,1% no país
A taxa de informalidade no Brasil foi de 38,1% em 2025. Dezoito estados superaram esse percentual, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste.
Os maiores índices foram registrados no Maranhão (58,7%), Pará (58,5%), Bahia (52,8%), Piauí (52,6%), Ceará (51%) e Amazonas (50,8%). Alagoas aparece com 47,5%, acima da média nacional.
Na outra ponta, os menores níveis de informalidade foram observados em Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29%).
Rendimento médio:
O Distrito Federal apresentou o maior rendimento médio mensal do país, com R$ 6.320, impulsionado pelo grande contingente de servidores públicos. Além do DF, outros estados acima da média nacional (R$ 3.560) foram São Paulo (R$ 4.190), Rio de Janeiro (R$ 4.177), Santa Catarina (R$ 4.091), Paraná (R$ 4.083), Rio Grande do Sul (R$ 3.916), Mato Grosso do Sul (R$ 3.727), Mato Grosso (R$ 3.688) e Goiás (R$ 3.628).
No Nordeste, os menores rendimentos médios foram registrados no Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284), Ceará (R$ 2.394) e Alagoas (R$ 2.531).
Os dados reforçam um cenário de melhora histórica no mercado de trabalho brasileiro em 2025, mas também evidenciam desigualdades regionais, especialmente no Norte e no Nordeste, onde as taxas de desemprego e informalidade seguem acima da média nacional.
Com informações da Agência Brasil






