Bolsonaro é retratado como palhaço preso em desfile da Acadêmicos de Niterói

Representação com tornozeleira eletrônica provoca aplausos e amplia repercussão do enredo sobre Lula
Em um dos carros, Bolsonaro foi retratado como um palhaço preso (Foto: Reprodução)

A escola de samba Acadêmicos de Niterói levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, foi uma alegoria com crítica direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro que mais chamou atenção durante o desfile que aconteceu ontem, domingo (15).

Em um dos carros, Bolsonaro foi retratado como um palhaço preso. A escultura trazia o ex-mandatário com expressão triste e espantada, vestindo traje listrado — figurino tradicionalmente associado a presidiários na dramaturgia — e usando tornozeleira eletrônica com sinais de violação. A imagem fazia referência ao episódio que resultou na revogação de sua prisão domiciliar, em novembro do ano passado.

A alegoria arrancou reações imediatas do público presente na Sapucaí, com aplausos e gritos vindos das arquibancadas. O contraste entre o tom festivo do Carnaval e a representação satírica de uma figura central da política recente reforçou o caráter crítico do desfile.

O samba-enredo também trouxe referências diretas ao universo do PT, incluindo o tradicional grito de militância — “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” — além de menções ao número de urna do partido. A apresentação destacou ainda a trajetória do presidente Lula, exaltado como símbolo de esperança e superação.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, era esperada para desfilar, mas não participou e foi substituída pela cantora Fafá de Belém. Segundo relatos, Janja chegou a passar pela Sapucaí, mas retornou ao camarote de onde acompanhou a apresentação.

Com forte conteúdo político e imagens de impacto, a passagem da Acadêmicos de Niterói pela avenida se consolidou como um dos momentos mais comentados da noite.