PF prende Filipe Martins, condenado por participação em trama golpista

A operação foi realizada em Ponta Grossa, no Paraná, onde Martins cumpria prisão domiciliar
Segundo o ministro, Martins utilizou redes sociais mesmo estando proibido por decisão judicial (Foto: Agência Senado)

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação foi realizada em Ponta Grossa, no Paraná, onde Martins cumpria prisão domiciliar desde o último sábado (27). Ele foi condenado a 21 anos de prisão por participação na chamada trama golpista.

A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão ocorreu após o magistrado apontar indícios de descumprimento das medidas cautelares impostas ao réu. Na última terça-feira (30), Moraes determinou que a defesa de Filipe Martins se manifestasse sobre a suspeita de violação dessas determinações.

Segundo o ministro, Martins utilizou redes sociais mesmo estando proibido por decisão judicial. “Filipe Garcia Martins Pereira descumpriu as medidas cautelares impostas quando fez uso de suas redes sociais, mesmo sabendo que estava proibido de usá-las. Essas circunstâncias por si sós evidenciam o desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico, pois não respeita as normas e não cumpre as decisões judiciais”, afirmou Moraes.

Defesa

Em vídeo divulgado após a prisão, o advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, negou que o ex-assessor tenha descumprido qualquer medida cautelar. Segundo ele, Martins vinha cumprindo as determinações judiciais “de forma exemplar”.

“Nunca recebeu nenhuma advertência, nunca foi admoestado por ter descumprido qualquer ordem judicial”, declarou o advogado, ao afirmar que o cliente foi punido “sem que tenha feito nada de errado”.

Chiquini também criticou duramente a decisão do STF. “Hoje, o STF coloca em prática aquilo que já queriam desde 2019, quando Filipe Martins foi selecionado como líder do gabinete do ódio. Hoje, Alexandre de Moraes coloca em prática aquilo que desde sempre queria: prender Filipe Martins. Não é uma medida cautelar, é uma medida de vingança. Trata-se, evidentemente, de início de cumprimento da pena”, concluiu.

O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, e a defesa ainda pode apresentar novos recursos contra a decisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações da Agência Brasil