A capital alagoana voltou a se destacar no cenário nacional em novembro de 2025 ao registrar uma das cestas básicas mais baratas do Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada por Conab e Dieese nesta terça-feira, 9 de dezembro, Maceió apresentou o terceiro maior recuo do país no mês e manteve o segundo menor valor da cesta entre todas as capitais do Norte e Nordeste.
Entre as maiores quedas do Brasil, Maceió registra recuo de 3,51%
O preço da cesta básica em Maceió caiu 3,51% de outubro para novembro, ficando atrás apenas das reduções observadas em Macapá (-5,28%) e Porto Alegre (-4,10%). A capital está entre as cinco maiores quedas nacionais, ao lado de Natal (-3,40%) e Palmas (-3,28%).
No panorama geral, 24 das 27 capitais brasileiras registraram queda no custo dos alimentos.
Maceió tem a 2ª cesta básica mais barata do Norte e Nordeste
Com valor de R$ 571,47, Maceió ficou atrás apenas de Aracaju (R$ 538,10) e à frente de capitais como Natal (R$ 591,38), João Pessoa (R$ 597,66) e Salvador (R$ 598,19).
No ranking nacional geral, a capital está entre as mais baratas, bem distante das cidades com os valores mais altos, como São Paulo (R$ 842,26) e Florianópolis (R$ 800,68).
Preços dos alimentos: tomate despenca e ajuda a puxar queda
Em novembro, sete dos 12 itens da cesta básica tiveram redução em Maceió. O destaque foi o tomate, com queda expressiva de 24,73%. Também recuaram:
- Açúcar cristal (-5,22%)
- Banana (-5,01%)
- Arroz agulhinha (-3,58%)
- Carne bovina de primeira (-2,24%)
- Café em pó (-1,46%)
- Leite integral (-0,64%)
Cinco itens tiveram aumento:
- Pão francês (+1,84%)
- Óleo de soja (+1,31%)
- Feijão carioca (+0,46%)
- Farinha de mandioca (+0,17%)
- Manteiga (+0,05%)
Nos últimos sete meses, Maceió acumula redução de 8,21% no preço da cesta — uma das maiores quedas prolongadas entre as capitais. Nesse período, o tomate despencou 50,29%, e outros itens também mostraram recuos significativos.
Trabalhador maceioense precisa trabalhar menos para comprar a cesta
Com o salário mínimo de R$ 1.518,00, o trabalhador de Maceió teve de dedicar 82 horas e 49 minutos para comprar a cesta em novembro — redução de quase três horas em comparação a outubro (85h50).
A fatia da renda líquida comprometida caiu de 42,18% para 40,70%, reforçando um leve alívio no bolso do consumidor.
Maceió terminou novembro consolidando-se como uma das capitais com menor custo de alimentação do país, mantendo posição de destaque tanto no ranking regional quanto no nacional.
Com informações da Conab






