O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União da última quarta-feira (10) a Portaria GM/MS nº 8.297, que habilita 1.462 municípios e o Distrito Federal a receberem recursos financeiros para o desenvolvimento de ações no âmbito da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, uma iniciativa que busca integrar práticas tradicionais e naturais à atenção básica de saúde no país.
Entre os habilitados, Alagoas é destaque com 77 municípios beneficiados, totalizando um repasse de R$ 1.880.740,40. O valor será destinado ao incentivo e estruturação de programas municipais que utilizem plantas medicinais e produtos fitoterápicos no atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
🌱 Fortalecimento das práticas integrativas no SUS
Os recursos fazem parte do Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde e deverão ser transferidos diretamente aos Fundos Municipais de Saúde, conforme determina a portaria. O objetivo é apoiar estratégias regionais voltadas à promoção da saúde com base em conhecimentos tradicionais, muitas vezes esquecidos nas rotinas da medicina convencional.
A medida reforça a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que visa ampliar o acesso seguro e qualificado da população a esse tipo de tratamento, além de incentivar o cultivo sustentável de espécies medicinais e fortalecer saberes populares.
💰 Veja quanto cada município de Alagoas irá receber:
Os 77 municípios alagoanos contemplados, com destaque para Maceió, Arapiraca e Palmeira dos Índios, receberão valores proporcionais ao porte populacional e à capacidade de implementação de ações locais. Confira a lista completa:
- Maceió – R$ 497.232,00
- Arapiraca – R$ 146.196,60
- Palmeira dos Índios – R$ 44.157,60
- Rio Largo – R$ 58.461,00
- União dos Palmares – R$ 48.699,20
- Santana do Ipanema – R$ 37.917,60
- Marechal Deodoro – R$ 37.404,60
- Penedo – R$ 36.113,40
- São Miguel dos Campos – R$ 32.034,60
- Teotônio Vilela – R$ 31.328,80
- Coruripe – R$ 31.072,80
- Girau do Ponciano – R$ 29.868,00
- Atalaia – R$ 30.824,00
- Campo Alegre – R$ 26.171,20
- São Sebastião – R$ 26.160,80
- São Luís do Quitunde – R$ 25.433,60
- São José da Tapera – R$ 25.245,60
- Pilar – R$ 21.899,40
- Craíbas – R$ 20.892,00
- Murici – R$ 20.746,40
- Limoeiro de Anadia – R$ 20.157,60
- Igaci – R$ 19.561,60
- Viçosa – R$ 19.538,40
- Junqueiro – R$ 19.504,80
- Matriz de Camaragibe – R$ 19.464,00
- Pão de Açúcar – R$ 19.432,80
- Traipu – R$ 19.299,20
- Porto Calvo – R$ 19.616,00
- Igreja Nova – R$ 17.700,00
- Mata Grande – R$ 17.717,60
- Olho d’Água das Flores – R$ 16.905,60
- Porto Real do Colégio – R$ 16.209,60
- Água Branca – R$ 15.640,00
- Taquarana – R$ 15.537,60
- Inhapi – R$ 15.417,00
- Lagoa da Canoa – R$ 15.064,80
- Major Isidoro – R$ 14.267,20
- Batalha – R$ 13.682,40
- Cajueiro – R$ 13.284,00
- Barra de Santo Antônio – R$ 13.388,00
- Canapi – R$ 12.594,40
- Messias – R$ 12.565,60
- Estrela de Alagoas – R$ 12.560,80
- Boca da Mata – R$ 12.910,20
- Piaçabuçu – R$ 12.960,80
- Jequiá da Praia – R$ 7.700,00
- Maribondo – R$ 11.174,40
- Ibateguara – R$ 11.193,60
- Olivença – R$ 11.048,00
- Senador Rui Palmeira – R$ 10.039,20
- Poço das Trincheiras – R$ 10.379,20
- Ouro Branco – R$ 9.359,20
- Quebrangulo – R$ 9.044,00
- Santana do Mundaú – R$ 9.254,40
- Pariconha – R$ 8.642,40
- Cacimbinhas – R$ 8.560,80
- Paripueira – R$ 8.505,60
- Coité do Nóia – R$ 8.828,80
- Novo Lino – R$ 8.238,40
- Branquinha – R$ 7.828,80
- Maravilha – R$ 7.772,00
- Dois Riachos – R$ 7.924,80
- Porto de Pedras – R$ 7.606,40
- Barra de São Miguel – R$ 4.870,80
- Tanque d’Arca – R$ 4.727,20
- Coqueiro Seco – R$ 4.560,00
- Jacaré dos Homens – R$ 4.145,60
- Jaramataia – R$ 4.060,00
- Olho d’Água Grande – R$ 3.507,20
- Belém – R$ 3.856,00
- Feliz Deserto – R$ 3.230,40
- Jundiá – R$ 3.340,80
- Santa Luzia do Norte – R$ 5.652,00
- São Brás – R$ 5.245,60
- Roteiro – R$ 5.285,60
- São Miguel dos Milagres – R$ 6.949,60
- Olho d’Água do Casado – R$ 6.817,60
💵 Total repassado aos municípios alagoanos: R$ 1.880.740,40
🌿 Por que investir em fitoterápicos no SUS?
A inclusão de fitoterápicos no sistema público busca valorizar a biodiversidade brasileira e os saberes tradicionais, além de oferecer opções complementares ao tratamento de doenças comuns como ansiedade, insônia, problemas digestivos e dores musculares. O uso dessas práticas é regulamentado e deve seguir critérios de segurança, eficácia e qualidade.






