A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7), com apoio do Núcleo de Inteligência da Previdência Social (NUINP), a Operação ÁTROPOS, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes previdenciárias e lavagem de dinheiro.
Por determinação da 4ª Vara Federal de Alagoas, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, oito ordens de quebra de sigilo bancário e determinado o afastamento cautelar de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Esquema era liderado por servidor do INSS
As investigações apontam que o grupo era liderado por um servidor do próprio INSS, que teria utilizado seu acesso ao sistema da Previdência Social para conceder benefícios indevidos, manipular datas de requerimentos, gerar pagamentos retroativos e cadastrar falsos procuradores.
O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 1.090.895,36, podendo ser ainda maior, já que alguns benefícios fraudulentos continuam ativos.
Ações foram realizadas em três cidades alagoanas
As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Coruripe, Porto Real do Colégio e Arapiraca, em Alagoas. Durante as diligências em Arapiraca, a Polícia Federal também lavrou um Termo Circunstanciado contra um indivíduo por manter animais silvestres em cativeiro sem autorização legal.
Operação ÁTROPOS
O nome da operação, “Átropo”, faz referência a uma das três Moiras da mitologia grega — a responsável por cortar o fio da vida — simbolizando o corte nas fraudes que ameaçavam a integridade do sistema previdenciário brasileiro.
A Polícia Federal e o Ministério da Previdência reforçam que continuarão atuando de forma integrada no combate a crimes contra os recursos públicos, especialmente no âmbito da seguridade social.
Com informações da PF






