Assista a missa celebrada pelo Papa Leão XIV neste domingo

Pontífice condena o uso da riqueza como instrumento de dominação
Papa: "A riqueza escraviza; não sejamos indiferentes à violência" ( Foto: Reprodução)

O Papa Leão XIV celebrou neste domingo (21) uma missa na Paróquia de Santa Ana, localizada em um dos acessos ao Vaticano e considerada uma paróquia “de fronteira” por marcar o limite entre o território italiano e o Estado Pontifício. Fundada em 1929 e confiada à Ordem Agostiniana — mesma ordem à qual o pontífice pertence —, a paróquia proporcionou um ambiente familiar ao Papa, que fez questão de saudar o pároco, Pe. Mario Millardi, e o novo Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, Padre Joseph Farrell.

Também esteve presente entre os concelebrantes o padre Gioele Schiavella, recentemente completando 103 anos, homenageado com carinho pelo Papa durante a celebração. A Paróquia de Santa Ana já foi palco de uma missa histórica em 2013, quando o então recém-eleito Papa Francisco celebrou ali poucos dias após sua eleição.

“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, diz Papa

Durante a homilia, o Papa Leão XIV refletiu sobre o Evangelho do dia, em que Jesus afirma que “nenhum servo pode servir a dois senhores” — Deus e o dinheiro (cf. Lc 16,13). Segundo o pontífice, esse ensinamento exige dos fiéis uma decisão clara e definitiva sobre o estilo de vida que pretendem adotar.

“A sede de riqueza leva ao risco de substituir Deus quando consideramos que é ela a salvar a nossa vida”, alertou o Papa. “Quem serve a Deus liberta-se da riqueza, mas quem serve à riqueza permanece escravo dela.”

Ele criticou ainda a lógica de mercado que transforma o próximo em concorrente e a riqueza em arma. Em sua visão, a verdadeira justiça só se concretiza quando a riqueza é transformada em bem comum, e não usada para dominar ou oprimir.

“Nossas mentes foram feitas para planejar uma sociedade melhor, não para buscar negócios ao melhor preço”, afirmou o Papa, acrescentando que a Igreja reza “para que os governantes das nações sejam libertados da tentação de usar a riqueza contra o homem”.

Mensagem de esperança em tempos de guerra

Em outro momento da celebração, o Papa Leão XIV voltou-se para os dramas globais, especialmente os causados por conflitos armados e crises humanitárias. Ele condenou a “despudorada indiferença” diante do sofrimento de povos inteiros e encorajou os fiéis a manterem a esperança, proclamando com palavras e ações que “Jesus é o Salvador do mundo”.

“Que o seu Espírito converta nossos corações para que, nutridos pela Eucaristia, tesouro supremo da Igreja, possamos nos tornar testemunhas da caridade e da paz”, concluiu o pontífice.

A celebração, marcada por forte apelo espiritual e social, reforçou a linha pastoral de Leão XIV, que vem destacando em seus discursos a importância de uma fé coerente com a justiça social e a solidariedade entre os povos.

 

 

 

 

 

Com informações do Vatican News