Morre Jaguar, um dos maiores nomes do humor gráfico brasileiro

Ele estava internado há três semanas no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro
Jaguar foi um dos fundadores de O Pasquim, jornal satírico lançado em 1969 (Foto: Reprodução TV Globo)

O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, faleceu neste domingo (24), aos 93 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado há três semanas no hospital Copa D’Or, na Zona Sul da cidade, com um quadro de pneumonia.

Jaguar foi um dos fundadores de O Pasquim, jornal satírico lançado em 1969, que se notabilizou por sua postura crítica, irreverente e desafiadora durante os anos da ditadura militar no Brasil. A publicação se tornou um marco no jornalismo alternativo e na resistência cultural da época.

Ao longo de sua extensa carreira, Jaguar trabalhou em parceria com alguns dos maiores nomes das artes gráficas e do humor brasileiro, como Ziraldo, Millôr Fernandes e Henfil. Juntos, formaram uma geração que transformou o humor em instrumento de crítica social e política.

Nos anos 1960, Jaguar já se destacava como um dos principais cartunistas da prestigiada revista Senhor. Também teve passagens marcantes pela Revista Civilização Brasileira, Revista da Semana, Pif-Paf, além dos jornais Última Hora e Tribuna da Imprensa.

Com traço afiado e humor corrosivo, Jaguar deixa um legado fundamental para a história da imprensa brasileira e para o humor gráfico nacional. Sua morte representa o fim de uma era — mas sua obra continua como referência para gerações de artistas, jornalistas e leitores.

Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento.