Governo de Alagoas lança política estadual para combater violência contra a mulher

Novo decreto, assinado pelo governador Paulo Dantas, cria comitê gestor e articula ações entre secretarias
Decreto fortalece a rede de proteção às mulheres em Alagoas (Foto: Agência Brasil)

Nesta terça-feira (5), o Governo de Alagoas oficializou a criação da Política Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher – Alagoas Lilás, por meio da publicação do Decreto nº 103.602/2025 no Diário Oficial do Estado. O documento foi assinado pelo governador Paulo Dantas e representa um passo importante na consolidação de uma resposta integrada, articulada e duradoura ao enfrentamento da violência contra as mulheres em todo o estado.

A política será coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher (SEMU) e contará com o apoio de um Comitê Gestor Estadual, composto por diversas secretarias, órgãos do sistema de Justiça e instituições representativas da sociedade civil.

📌 Estrutura e objetivos

O programa Alagoas Lilás tem como principal missão fortalecer a rede de proteção às mulheres em situação de violência, promovendo a articulação entre os serviços públicos e ações de prevenção, acolhimento e responsabilização.

Entre os eixos principais da política estão:

  • Atendimento integrado em saúde, segurança, assistência social e educação;
  • Formação continuada de profissionais que atuam na rede de apoio;
  • Campanhas de conscientização e mobilização social;
  • Criação de um observatório estadual de dados sobre violência de gênero;
  • Promoção da autonomia econômica de mulheres em situação de vulnerabilidade.

🤝 Comitê Gestor

Coordenado pela SEMU, o Comitê Gestor contará com representantes dos seguintes órgãos:

  • Gabinete Civil, SSP, SESAU, SEADES, SEDUC, SEPLAG, SECOM, SETEQ, Governança;
  • Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Ministério Público Estadual (MPE/AL), Defensoria Pública (DPE/AL);
  • Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres (CEDIM);
  • E outros órgãos e conselhos, a critério da coordenação.

Cada órgão terá responsabilidades específicas no processo de implementação, como adaptação de fluxos de atendimento, participação em capacitações e apoio a sistemas de informação e comunicação.

🏛️ Ações por secretaria

Entre as principais atribuições estão:

  • SSP: integrar DEAMs, IML e Patrulha Maria da Penha aos protocolos da política;
  • SESAU: conectar unidades de saúde à chamada “Rota Crítica” de atendimento às mulheres;
  • SEDUC: promover conteúdos sobre igualdade de gênero nas escolas e apoiar campanhas educativas;
  • SECOM: desenvolver a identidade visual e coordenar campanhas de comunicação;
  • SETQE: ofertar qualificação profissional para mulheres em situação de violência;
  • SEPLAG: apoiar o financiamento da política e o monitoramento de dados.

🧩 Apoio técnico e articulação com os municípios

A política será fortalecida por Câmaras Técnicas Temáticas (CTTs), que aprofundarão temas como saúde integral, segurança, proteção, dados e mobilização social.

A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) atuará como instância consultiva e mobilizadora, apoiando a adesão dos municípios, a implementação local e a construção de indicadores integrados.

📋 Comissões Internas Lilás

Cada órgão estadual que aderir à política deverá instituir sua própria Comissão Interna Lilás, composta por até três servidores(as), responsáveis por monitorar e implementar as ações dentro de suas respectivas pastas.

A adesão será formalizada por meio da assinatura de um Termo de Adesão, com a publicação de sua súmula no Diário Oficial.

🗣️ Compromisso do Estado

Com a assinatura do decreto, o governador Paulo Dantas reforça o compromisso do Governo de Alagoas em enfrentar a violência de gênero de forma institucional e coordenada, promovendo a proteção dos direitos das mulheres e garantindo respostas eficazes a uma das mais graves violações de direitos humanos.

A política Alagoas Lilás entra em vigor na data da publicação do decreto (hoje dia 5/8) e deve ser acompanhada, nas próximas semanas, de ações de implementação, formações, campanhas educativas e mobilização junto aos municípios.