O Brasil foi oficialmente retirado, pela segunda vez na história, do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4), em Adis Abeba, na Etiópia. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), o país ficou abaixo da linha de 2,5% da população em situação de subnutrição entre 2022 e 2024 — patamar que define a presença de um país no mapa da fome.
O feito marca a segunda vez que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retira o Brasil dessa condição. A primeira ocorreu em 2014, após mais de uma década de políticas voltadas ao combate à pobreza, à segurança alimentar e à geração de emprego. No entanto, o desmonte dessas ações a partir de 2018 fez com que o Brasil retornasse ao Mapa da Fome nos anos seguintes. Agora, em apenas dois anos de gestão, o país volta a ser referência global em políticas públicas de combate à fome e à desigualdade.
O relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025)”, publicado pela FAO, reconhece os avanços obtidos com o programa Brasil Sem Fome e outras ações de governo. De acordo com os dados oficiais, cerca de 24 milhões de brasileiros saíram da insegurança alimentar grave até o final de 2023. A redução da pobreza extrema para 4,4% em 2023, o menor índice da série histórica, também foi determinante para a conquista, assim como a criação de 1,7 milhão de empregos formais em 2024 — dos quais quase 99% foram ocupados por pessoas cadastradas em programas sociais.
Além do aumento do emprego e da renda, o governo tem promovido o fortalecimento da agricultura familiar, da alimentação escolar e do acesso a alimentos saudáveis. A renda do trabalho entre os mais pobres cresceu 10,7% em 2024, enquanto a desigualdade caiu, refletida pelo menor índice de Gini já registrado no país (0,506). Com a retomada do crescimento inclusivo, cerca de um milhão de famílias superaram a pobreza e deixaram de receber o Bolsa Família em julho de 2025, alcançando maior autonomia econômica.






