Acidente fatal mata Diogo Jota, atacante da Seleção Portuguesa, e seu irmão

O mundo do esporte lamenta a perda de dois jovens talentos em colisão fatal.
Diogo Jota, atacante de 28 anos da seleção portuguesa e do Liverpool, da Inglaterra (Foto: Maja Hitij - UEFA/UEFA/Getty Images)

Em um acidente de carro devastador na madrugada desta quinta-feira (3), o atacante português Diogo Jota, do Liverpool e da seleção de Portugal, e seu irmão, o atacante André Silva, do Penafiel, perderam a vida em uma rodovia federal próxima a Zamora, no noroeste da Espanha. O carro em que viajavam, um Lamborghini, saiu da pista e pegou fogo após um suposto estouro de pneu durante uma ultrapassagem.

De acordo com a Guardia Civil local, o acidente foi registrado entre a 0h30 e 0h40 na rodovia A-52, km 65, em Cernadilla, e envolveu apenas o veículo dos irmãos. Equipes de emergência, incluindo bombeiros, chegaram ao local, mas encontraram o automóvel completamente tomado pelas chamas, com corpo carbonizados no interior do carro.

Diogo Jota, de 28 anos, era figura constante no comando de ataque do Liverpool desde 2020 e acumula 65 gols em 182 partidas, além de títulos da Premier League, Copa da Inglaterra, Copa da Liga e a UEFA Nations League com Portugal. Com a camisa da seleção nacional, marcou 14 gols em 50 convocações e participou das Eurocopas de 2021, 2024 e das campanhas vitoriosas da Nations League em 2019 e 2025.

Já André Silva, 26 anos, jogava no F.C. Penafiel, da segunda divisão portuguesa. Ele e o irmão estavam viajando após Diogo ter sido orientado pelos médicos a evitar voos, por causa de uma cirurgia recente no pulmão – ele planejava retornar ao Liverpool por meio de transporte terrestre.

A notícia chocou o futebol e mobilizou homenagens imediatas. O Liverpool FC se declarou “devastado” e pediu respeito à privacidade da família. Já a Federação Portuguesa de Futebol pediu um minuto de silêncio nas partidas do torneio feminino Portugal x Espanha e qualificou ambos os irmãos como “campeões irreparáveis” para o desporto nacional. O primeiro-ministro de Portugal, LuÍs Montenegro, também manifestou seu pesar.