O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (24) duas acareações no âmbito da ação penal que julga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022. A medida tem o objetivo de esclarecer divergências nos depoimentos prestados por réus e testemunhas ao longo das investigações.
A primeira audiência reunirá o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-ministro da Defesa, general Walter Braga Netto. Ambos são apontados como integrantes do chamado “núcleo crucial” da articulação golpista e respondem como réus na ação. A expectativa é que o confronto direto entre os dois ajude a esclarecer pontos conflitantes sobre o planejamento e execução dos atos investigados.
Na segunda acareação, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, também réu no processo, será colocado frente a frente com o ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes, que participa da ação como testemunha. Freire Gomes já prestou depoimento anteriormente negando envolvimento com qualquer plano de ruptura institucional.
As acareações foram determinadas pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, com o objetivo de aprofundar a apuração sobre os bastidores da tentativa de subverter o resultado das urnas em 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República.
As investigações apontam que os réus discutiram medidas que poderiam levar à anulação das eleições e à intervenção militar, o que configura, segundo a Procuradoria-Geral da República, uma tentativa de golpe de Estado.
As sessões ocorrem em ambiente reservado e estão sendo acompanhadas por advogados, representantes do Ministério Público Federal e servidores do Judiciário. Ainda não há previsão para o encerramento das instruções e o julgamento final dos acusados.






