As festividades em homenagem a Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de Maceió, chegam ao fim nesta quinta-feira (27) com uma programação religiosa que reúne missas, procissão e um show de evangelização. A concentração para a caminhada acontece em frente à Catedral Metropolitana de Maceió.
A programação começa pela manhã, com uma Missa Solene às 9h, presidida por Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Antes da procissão, outras duas celebrações serão realizadas, às 12h e às 15h.
Às 16h, o Arcebispo Metropolitano, Dom Beto Breis, integrantes do clero, religiosos, seminaristas e devotos de Nossa Senhora dos Prazeres sairão em procissão pelas ruas do Centro de Maceió em direção ao Estacionamento do Jaraguá, onde será celebrada a última missa do dia.
A celebração no Jaraguá será presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Maceió. Após a missa, a programação será encerrada com um show de evangelização da Banda Adoração e Vida.
Trajeto da procissão
A concentração dos fiéis será em frente à Catedral Metropolitana. O cortejo seguirá pelo seguinte itinerário:
Rua do Imperador → Rua Dr. Pontes de Miranda → Rua Barão de Anadia → Avenida da Paz → Estacionamento do Jaraguá.
Devoção tem origem em Portugal
A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres tem origem em Portugal, no final do século XVI, e possui uma relação histórica com a formação religiosa de Alagoas e de Maceió.
Segundo o diácono da Arquidiocese de Maceió e historiador Álvaro Queiroz, a devoção chegou a Alagoas no século XVIII, entre 1720 e 1730, período relacionado à fundação do antigo engenho Massayó, localizado na região onde atualmente está a Catedral Metropolitana.
“A devoção à Nossa Senhora dos Prazeres foi se tornando forte a partir da segunda metade do século XVIII, trazida para cá dos montes Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco”, explica o historiador.
De acordo com Queiroz, a devoção ganhou força após as vitórias de portugueses e brasileiros contra os holandeses nas Batalhas dos Montes Guararapes, atribuídas, na tradição religiosa, à intercessão de Nossa Senhora dos Prazeres.
“E lá no alto do Monte dos Guararapes existe uma Igreja dedicada à Nossa Senhora dos Prazeres. Essa devoção desce de lá, do Norte de Pernambuco para o Sul, região de Alagoas, que pertencia ainda à capitania de Pernambuco, na metade do século XVIII”, relata o diácono.
Da pequena capela à Catedral Metropolitana
A atual Catedral Metropolitana de Maceió começou como uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres. Com o crescimento da população e da própria cidade, que passou de vila a cidade e posteriormente se tornou capital da Província de Alagoas, o templo também ganhou importância.
Em 5 de julho de 1819, um decreto criou oficialmente a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres em Maceió.
A atual matriz foi inaugurada em 1859, em uma solenidade que contou com a presença do imperador Dom Pedro II. Décadas depois, em 13 de fevereiro de 1920, a então Diocese de Alagoas foi elevada à condição de Arquidiocese de Maceió. Com isso, a matriz paroquial de Nossa Senhora dos Prazeres passou também a ser a Catedral Metropolitana de Maceió.
Imagem da padroeira
A imagem de Nossa Senhora dos Prazeres venerada em Maceió é do século XIX e foi uma oferta do Barão de Atalaia. Ela chegou à Catedral em 1859 e, desde sua entronização, permaneceu no altar-mor por mais de 150 anos.
A única retirada ocorreu em 2014, quando a imagem original foi levada para restauração. Após dois anos, a representação da padroeira retornou ao altar-mor da Catedral Metropolitana, onde voltou a ser venerada pelos fiéis.
Nesta quinta-feira, a tradição religiosa que atravessa séculos volta a ocupar as ruas de Maceió, reunindo clero e devotos para celebrar Nossa Senhora dos Prazeres e encerrar oficialmente as festividades em homenagem à padroeira da capital alagoana.
Com informações da Arquidiocese de Maceió






