Maceió registra uma das maiores quedas no preço da cesta básica em junho

Capital alagoana passou a ter uma das cestas básicas mais baratas entre as capitais brasileiras
Maceió teve redução de 3,61% no custo médio dos alimentos (Foto: Agência Brasil)

Maceió registrou uma das maiores reduções no preço da cesta básica do país no mês de junho, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A capital alagoana apresentou queda de 3,61% no custo médio da cesta, ficando atrás apenas de João Pessoa, que registrou recuo de 3,97%, e à frente de Recife, onde a redução foi de 3,62%.

Com o resultado, Maceió passou a ter uma das cestas básicas mais baratas do Brasil. O custo médio foi de R$ 671,41, superando apenas Aracaju (R$ 630,40) e São Luís (R$ 654,73) entre as capitais pesquisadas. Natal aparece na sequência, com valor médio de R$ 686,07.

Apesar da queda registrada em junho, o levantamento mostra que, no acumulado dos seis primeiros meses de 2025, todas as capitais brasileiras apresentaram aumento no preço da cesta básica. As altas variaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Em âmbito nacional, 17 capitais registraram aumento no custo da cesta básica durante o mês de junho. A maior alta foi observada em Boa Vista (3,28%), seguida por Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

Segundo o Dieese, um dos principais responsáveis pela pressão sobre os preços foi o feijão, que ficou mais caro em todas as capitais pesquisadas. A valorização do produto é atribuída à redução da área cultivada e às condições climáticas desfavoráveis que afetaram as primeiras safras. Também houve aumento nos preços do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral.

Já a cesta básica mais cara do país foi registrada em São Paulo, onde o conjunto de alimentos essenciais custou, em média, R$ 965,47 em junho. Em seguida aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Com base no custo da cesta em São Paulo e na previsão constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para atender às necessidades básicas de uma família, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal em junho deveria ser de R$ 8.110,92, valor equivalente a cerca de cinco vezes o salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.621.