A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluiu o inquérito que investigou as mortes dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, assassinados na madrugada do dia 20 de maio deste ano, no município de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano.
As investigações foram conduzidas por uma comissão especial de delegados, coordenada pelo delegado Sidney Tenório. O resultado do trabalho foi apresentado à imprensa nesta quarta-feira (17), na sede da Delegacia Geral, em Maceió.
Durante a coletiva, os delegados relembraram a dinâmica dos fatos e detalharam os avanços da apuração. Segundo a comissão, o autor dos disparos, o então chefe de operações da Delegacia Regional de Delmiro Gouveia, Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, continua afirmando que não se recorda com clareza do que ocorreu no dia do crime.
De acordo com as investigações, na madrugada de 20 de maio, os três policiais estavam em uma viatura e retornavam de uma ocorrência, seguindo em direção à Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. Gildate ocupava o banco traseiro do veículo quando efetuou disparos contra os dois colegas, que estavam nos bancos dianteiros. Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes morreram no local.
A Polícia Civil concluiu que as vítimas foram surpreendidas pela ação do colega e não tiveram qualquer oportunidade de defesa. Por esse motivo, ao final do inquérito, Gildate foi indiciado por duplo homicídio qualificado. Segundo a comissão responsável pela investigação, o crime foi praticado mediante traição, circunstância que fundamentou as qualificadoras apontadas no procedimento.
Além do indiciamento criminal, o policial também poderá ser expulso dos quadros da Polícia Civil de Alagoas. A medida dependerá da conclusão de um procedimento administrativo disciplinar instaurado pela Corregedoria da instituição.
Atualmente, Gildate Góes Moraes Sobrinho permanece preso na Central de Flagrantes, em Maceió, onde está à disposição da Justiça.
O caso teve grande repercussão em Alagoas e mobilizou a cúpula da segurança pública estadual, diante da gravidade do assassinato de dois policiais civis durante o exercício de suas funções.






