Mesmo com o Brasil registrando a menor taxa de desemprego da história para um primeiro trimestre, Alagoas aparece entre os estados com maior índice de desocupação do país, segundo dados divulgados ontem, quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa de desemprego em Alagoas ficou em 9,2% no primeiro trimestre de 2026, mesmo percentual registrado na Bahia e em Pernambuco. O índice está bem acima da média nacional, que ficou em 6,1% — a menor já registrada para o período desde o início da série histórica, em 2012.
O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui trabalhadores com carteira assinada, informais, temporários e autônomos.
Apesar do cenário ainda desafiador no mercado de trabalho alagoano, a região Nordeste alcançou recorde no rendimento médio mensal do trabalhador, chegando a R$ 2.616. Entre os estados nordestinos que atingiram recorde de renda estão Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Ceará, Bahia e Maranhão.
No cenário nacional, o rendimento médio do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.722, o maior da série histórica. O destaque ficou com o Distrito Federal, onde a renda média chegou a R$ 6.720, valor 81% acima da média nacional.
O estudo também aponta fortes desigualdades regionais no país. Enquanto estados do Sul e Centro-Oeste registram baixos índices de desemprego, unidades do Norte e Nordeste seguem com taxas mais elevadas.
Entre os menores índices de desocupação estão Santa Catarina, com 2,7%, Mato Grosso, com 3,1%, e Espírito Santo, com 3,2%.
Já os maiores índices foram registrados no Amapá, com 10%, além de Bahia, Alagoas e Pernambuco, todos com 9,2%.
Segundo o IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. Ao todo, os pesquisadores visitaram cerca de 211 mil domicílios em todo o país.






