O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral elegeu, nesta terça-feira (14), o ministro Nunes Marques para a presidência da Corte. Ele terá como vice o ministro André Mendonça, eleito para o cargo na mesma sessão. Ambos comandarão o tribunal durante as Eleições Gerais de 2026. A data da posse solene ainda será definida.
A escolha ocorreu por meio de votação em urna eletrônica entre os sete ministros que compõem o tribunal. Antes do início do pleito, foi impressa a zerésima, comprovando a ausência de votos registrados. Cada integrante votou utilizando números atribuídos aos candidatos: 10 para Nunes Marques e 20 para André Mendonça.
Encerrada a votação, a ministra Estela Aranha, responsável pela apuração, anunciou o resultado: seis votos a um favoráveis a Nunes Marques para a presidência.
Continuidade e preparação para 2026
Atual presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia destacou a experiência dos eleitos e a responsabilidade da função, especialmente diante da proximidade das eleições gerais. Segundo ela, há confiança na continuidade do trabalho da Justiça Eleitoral.
Ao se manifestar após o resultado, André Mendonça afirmou que atuará de forma colaborativa na gestão. Ele ressaltou o compromisso com o funcionamento do tribunal e com a realização do processo eleitoral.
Trajetória dos eleitos
Natural de Teresina (PI), Nunes Marques é ministro do Supremo Tribunal Federal desde 2020 e integra o TSE como membro efetivo desde 2023. Com formação acadêmica na área jurídica, possui doutorado e pós-doutorado por instituições internacionais. Atuou como advogado, juiz eleitoral e desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde também exerceu a vice-presidência.
Já André Mendonça, natural de Santos (SP), tornou-se ministro do STF em 2021 e passou a integrar o TSE em 2024. Com carreira ligada à advocacia pública, foi advogado-geral da União, ministro da Justiça e ocupou cargos na Controladoria-Geral da União. Também tem atuação acadêmica no Brasil e no exterior.
Composição do tribunal
O Tribunal Superior Eleitoral é formado por, no mínimo, sete ministros: três oriundos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas indicados pelo presidente da República. Os mandatos são de dois anos, com possibilidade de recondução por mais um biênio consecutivo.
Com a nova composição da presidência, o TSE inicia a preparação para conduzir as eleições de 2026, sob a responsabilidade de garantir a organização e a lisura do processo eleitoral brasileiro.
Com informações do TSE






