Deflagrada nesta segunda-feira (7), data em que se celebra o Dia Mundial da Saúde, a Operação Heavy Pen identificou um esquema de comercialização irregular de medicamentos e insumos farmacêuticos voltados ao tratamento da obesidade e controle da glicose. A ação, conduzida pela Polícia Federal com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, revelou a existência de matéria-prima suficiente para a produção de mais de 1 milhão de canetas injetáveis, além de movimentações financeiras suspeitas que somam cerca de R$ 4,8 milhões.
Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em farmácias de manipulação e empresas distribuídas em 12 estados, incluindo São Paulo, Goiás, Ceará e Santa Catarina. Durante a operação, também foi identificado o uso da substância retatrutida — um composto ainda em fase de estudos clínicos e sem registro em qualquer agência reguladora no mundo. A substância foi apreendida em Goiás e encontrada em notas fiscais de empresas em outros estados.
Em uma das fábricas inspecionadas na região metropolitana de São Paulo, os agentes localizaram registros de movimentações irregulares que chegam a R$ 4,8 milhões. Entre os itens identificados estavam 3,5 quilos de tirzepatida, quantidade suficiente para produzir mais de 1 milhão de dispositivos injetáveis, além de 14 gramas de retatrutida, avaliadas em R$ 39 mil. As investigações apontam para um esquema estruturado de manipulação e distribuição de substâncias sem controle adequado.
As equipes da Anvisa também apreenderam mais de 17 mil frascos de tirzepatida manipulados de forma irregular, além de 509 gramas do insumo farmacêutico ativo da substância. Ao todo, mais de 37 mil ampolas de diferentes compostos foram recolhidas, sendo grande parte sem prescrição médica.
Em outra frente da operação, no Pará, foram apreendidos veículos de luxo, relógios de alto valor e medicamentos de uso restrito, como anestésicos de alta letalidade. Também foi identificado o uso irregular de tirzepatida em um consultório odontológico instalado dentro de uma academia, ampliando as preocupações das autoridades sobre os riscos à saúde pública.
Com informações da Agência Gov





