O Papa Leão XIV presidiu, nesta Quinta-feira Santa, a tradicional Missa do Crisma, também conhecida como Missa dos Santos Óleos, na Basílica de São Pedro. A celebração reuniu patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos e presbíteros presentes em Roma e marcou a primeira vez que o pontífice, Robert Prevost, conduz o rito como Bispo de Roma. A cerimônia antecede o Tríduo Pascal e é marcada pela renovação das promessas sacerdotais e pela bênção dos óleos utilizados nos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos.
Durante a homilia, o Papa destacou que a missão cristã é a mesma de Jesus e deve ser vivida em comunhão, respeitando a vocação de cada fiel. Ele apresentou o primeiro dos três “segredos” dessa missão: o desapego. Segundo o pontífice, é necessário “esvaziar-se”, à semelhança de Cristo, para que haja verdadeiro encontro com o outro. “O amor só é verdadeiro se estiver desarmado”, afirmou, ressaltando que a missão exige entrega, humildade e renúncia a sinais de poder.
O segundo ponto abordado foi a importância do encontro. O Papa enfatizou que a missão da Igreja deve ser vivida de forma comunitária, em sintonia com o Espírito Santo, rejeitando qualquer lógica de dominação. Ele destacou que o testemunho cristão se constrói no serviço desinteressado, no diálogo e no respeito, mesmo em contextos marcados pela secularização. “O bem não pode advir da prevaricação”, afirmou, reforçando a necessidade de proximidade e acolhimento como base da ação missionária.
Por fim, o Papa refletiu sobre a possibilidade de incompreensão e rejeição como parte da missão cristã, lembrando que a cruz faz parte do caminho de fé. Ao citar o exemplo de Óscar Arnulfo Romer, mártir da Igreja, o pontífice encorajou os sacerdotes a perseverarem mesmo diante das dificuldades. Em tom de esperança, concluiu com um chamado à unidade e coragem: “Renovemos o nosso ‘sim’ a esta missão que nos exige unidade e que traz a paz. Superemos o sentimento de impotência e de medo!”.
Com informações do Vatican News





