Morreu neste domingo (15), aos 83 anos, o político Renato Rabelo, que presidiu o Partido Comunista do Brasil entre 2001 e 2015. A informação foi confirmada pela direção nacional da legenda.
Em nota oficial, o partido afirmou que Rabelo foi “um dos mais importantes dirigentes de sua história centenária”. Segundo o comunicado, nos últimos três anos ele se dedicou aos cuidados com a saúde, sem deixar de contribuir com o PCdoB. No período mais recente, enfrentava a evolução de um câncer, contra o qual lutou de forma tenaz. Renato Rabelo deixa a esposa, Conceição Leiro Vilan, e os filhos André e Nina.
Com mais de 60 anos de militância política, Rabelo teve atuação destacada no movimento estudantil e na reorganização das forças de esquerda no país. Foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes e enfrentou a repressão no início da ditadura militar (1964-1985). Também militou na Ação Popular durante o regime.
De acordo com o PCdoB, Renato Rabelo foi um dos articuladores, ao lado de João Amazonas, da Frente Brasil Popular, formada por PT, PSB e PCdoB. A frente lançou, em 1989, a primeira candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, que viria a ser eleito presidente da República em 2002.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do dirigente e relembrou momentos históricos compartilhados com Rabelo. “Trilhamos, lado a lado, alguns dos momentos mais importantes de nossa história. Estivemos juntos nas greves do ABC, nas Diretas Já e nas campanhas presidenciais a que concorri”, escreveu nas redes sociais.
Renato Rabelo presidiu o PCdoB por 14 anos, período em que o partido ampliou sua participação institucional e fortaleceu alianças no campo da esquerda brasileira.






