Durante a oração do Angelus deste primeiro domingo de fevereiro, o Papa Leão XIV reuniu milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro e refletiu sobre o Evangelho do IV Domingo do Tempo Comum, que apresenta a passagem das Bem-aventuranças (Mt 5, 1-12).
Em sua meditação, o Pontífice afirmou que as Bem-aventuranças revelam o verdadeiro sentido da história, diferente daquele “escrito pelos vencedores”. “É assim que Jesus ilumina o sentido da história: não aquela escrita pelos vencedores, mas a que Deus realiza salvando os oprimidos”, declarou.
O Papa definiu o texto evangélico como “uma página esplêndida da Boa Nova que Jesus anuncia a toda a humanidade”. Segundo ele, as Bem-aventuranças funcionam como “luzes que o Senhor acende na penumbra da história”, pois revelam o projeto de salvação que Deus Pai realiza por meio do Filho, com a força do Espírito Santo.
Ao recordar a cena de Jesus no monte, Leão XIV explicou que Cristo entrega aos discípulos uma nova lei — não escrita em tábuas de pedra, mas gravada nos corações. Trata-se, segundo o Papa, de uma lei capaz de renovar a vida humana, tornando-a verdadeiramente boa, mesmo quando, aos olhos do mundo, parece marcada pelo fracasso ou pela miséria.
A esperança a quem o mundo descarta
O Papa também destacou que as Bem-aventuranças podem parecer paradoxais para quem acredita que Deus é diferente do modo como Cristo o revela. “Quem se acostuma a pensar que a felicidade pertence aos ricos, pode acreditar que Jesus é um iludido. Mas a ilusão está precisamente na falta de fé em Cristo: Ele é o pobre que com todos partilha a sua vida, o manso que persevera na dor, o construtor da paz perseguido até à morte na cruz”, afirmou.
Para Leão XIV, o ensinamento de Jesus oferece esperança especialmente aos que o mundo descarta como “caso perdido”. “É assim que Jesus ilumina o sentido da história: não aquela escrita pelos vencedores, mas a que Deus realiza salvando os oprimidos”, repetiu o Santo Padre, reforçando que a mensagem de Cristo é direcionada, em primeiro lugar, aos marginalizados.
Não consolação distante, mas graça constante
Em seguida, o Papa convidou os fiéis a refletirem sobre o significado real das Bem-aventuranças: se elas são uma conquista a ser comprada ou um dom a ser partilhado. “Queridos irmãos e irmãs, as Bem-aventuranças tornam-se para nós então uma prova de felicidade, levando-nos a perguntar-nos se a consideramos como uma conquista que se compra ou um dom que se partilha; se a depositamos em objetos que se consomem ou em relações que nos acompanham”, disse.
Segundo o Pontífice, é “por causa de Cristo” e graças a Ele que a amargura das provações se transforma em alegria. “Jesus não fala de uma consolação distante, mas de uma graça constante que sempre nos sustenta, principalmente na hora da aflição”, afirmou.
O Papa concluiu ressaltando que as Bem-aventuranças exaltam os humildes e dispersam os soberbos, e pediu a intercessão da Virgem Maria para que a mensagem de Jesus se torne presente na vida de todos os fiéis.
Fonte: Vatican News






