A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou, nesta quinta-feira, 15, a lista de igrejas evangélicas e pastores citados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga descontos ilegais em benefícios previdenciários. A divulgação ocorreu em meio a um embate público com o pastor Silas Malafaia, que criticou a parlamentar após declarações feitas por ela à imprensa.
Em entrevista ao SBT News, Damares afirmou que a CPMI identificou a participação de “grandes igrejas” e pastores no suposto esquema de fraudes envolvendo aposentadorias e pensões do INSS. A fala provocou reação imediata de Malafaia, que contestou as declarações da senadora.
Documentos oficiais embasam requerimentos
Em nota, Damares Alves reforçou que os requerimentos apresentados à CPMI não são baseados em suposições, mas em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e informações da Receita Federal. Segundo a senadora, os dados indicam a necessidade de aprofundar as investigações para esclarecer a eventual participação de entidades religiosas e líderes evangélicos.
A parlamentar ressaltou ainda que a divulgação da lista tem caráter institucional e investigativo, e não representa julgamento antecipado dos citados.
Igrejas citadas pela CPMI
De acordo com a lista divulgada pela senadora, as seguintes igrejas são alvo de pedidos de quebra de sigilo no âmbito da comissão:
- Adoração Church
- Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo
- Ministério Deus é Fiel Church
- Igreja Evangélica Campo de Anatote
Pastores mencionados
Entre os líderes religiosos citados, alguns foram convidados a prestar esclarecimentos à CPMI, enquanto outros também são alvo de pedidos de quebra de sigilo:
- Cesar Belucci — convidado a comparecer à CPMI;
- André Machado Valadão — convidado à CPMI e alvo de pedido de quebra de sigilo;
- Péricles Albino Gonçalves — convidado à CPMI;
- Fabiano Campos Zettel — convidado à CPMI;
- André Fernandes — convidado à CPMI.
Investigação segue em andamento
A CPMI do INSS apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias, que teria causado prejuízos a milhares de beneficiários em todo o país. As investigações seguem em andamento, e a comissão ainda deve ouvir novos convocados e analisar documentos fiscais e financeiros para esclarecer o alcance do esquema e a eventual responsabilidade dos envolvidos.







