Música, fé e solidariedade marcam discurso do Papa no Concerto de Natal

Evento chega à 33 edição e terá renda destinada à construção de uma escola no Congo,
Concerto de Natal no Vaticano une música e solidariedade para ajudar o Congo (Foto: Vatican News)

A música como trilha sonora da vida e o Natal como expressão da presença de Deus na história humana foram os eixos centrais do discurso do Papa Leão XIV ao receber, no Vaticano, os artistas e organizadores do Concerto de Natal, neste sábado, 13 de dezembro. Em uma reflexão marcada por imagens poéticas e apelos à solidariedade, o Pontífice ressaltou o papel da arte como linguagem universal capaz de unir pessoas, culturas e gerações.

“A música é para cada um uma trilha sonora que acompanha o cotidiano, é um diário compartilhado que guarda os sentimentos de todos – nostalgia, desejo, espera, perda, renascimento”, afirmou o Papa, ao traçar uma analogia com o Natal. Segundo ele, a celebração natalina “nos lembra que Deus, para se manifestar, escolhe uma trama humana”, aproximando-se da vida simples e concreta das pessoas.

Concerto chega à 33ª edição com objetivo solidário

Chegando à sua 33ª edição, o Concerto de Natal é apoiado por patrocinadores e pela Fundação Gravissimum Educationis. Neste ano, o evento tem um forte caráter solidário: arrecadar recursos para a construção de uma escola primária na República Democrática do Congo, um projeto salesiano das Missões Dom Bosco.

Para Leão XIV, a iniciativa reforça o verdadeiro sentido do Natal, tema que ele já havia destacado em audiência anterior com os participantes do Presépio Vivo da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Na avaliação do Papa, o concerto reúne melodias de origens diversas, ligadas a histórias e sensibilidades distintas, que se unem em harmonia.

“Como acontece no céu noturno, essas luzes sonoras comporão, em harmonia, uma constelação comum que, como tal, não é apenas um desenho, mas uma guia”, destacou.

Natal, simplicidade e encontro com Deus

Em um dos trechos mais marcantes do discurso, Leão XIV sublinhou que o Natal revela um Deus que se faz próximo e acessível:

“O Natal, aliás, nos lembra que Deus, para se manifestar, escolhe uma trama humana. Não se serve de cenários imponentes, mas de uma casa simples; não se mostra de longe, mas se aproxima; não permanece em um ponto inacessível do céu, mas nos alcança justamente no coração das nossas pequenas histórias.”

Segundo o Pontífice, essa dimensão cotidiana da fé transforma a vida comum em espaço de encontro com o divino.

Beleza que gera responsabilidade

Ao abordar o caráter beneficente do Concerto de Natal, o Papa ressaltou que a música e o espetáculo, enquanto “linguagem universal”, têm o poder de despertar consciência e compromisso social. “A beleza, quando é autêntica, não permanece fechada em si mesma, mas gera escolhas de responsabilidade pelo cuidado do mundo”, afirmou.

Leão XIV concluiu convidando artistas e público a viverem o evento como uma experiência interior, especialmente neste tempo natalino:

“Que a música seja o lugar da alma: um espaço onde o coração se expressa, aproximando-nos de Deus e tornando a nossa humanidade cada vez mais inspirada pelo seu amor.”

O Concerto de Natal no Vaticano, além de celebrar a arte e a fé, reafirma, assim, a música como instrumento de comunhão, esperança e transformação social.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações do Vatican News