Projeto coordenado pela Ufal Penedo aprova investimento de R$ 2,5 milhões

iniciativa é fruto da sólida parceria entre a Universidade Federal de Alagoas, a Reserva Mato da Onça e a Sociedade
A metodologia integra ciência e saberes tradicionais (Foto: Ufal)

O projeto “Mato da Onça Resiliente: Estratégias Comunitárias para Conservação, Biodiversidade e Resistência Climática”, coordenado por docentes da Ufal Penedo, foi aprovado em 1º lugar no Edital Banco do Nordeste 01/2025 e receberá R$ 2,5 milhões do Fundo de Desenvolvimento Regional Sustentável (FDRS/BNB). Somado à contrapartida institucional em equipe e infraestrutura, o investimento chega a R$ 3 milhões, o maior já direcionado à região para ações ambientais e de desenvolvimento comunitário.

A iniciativa é fruto da sólida parceria entre a Universidade Federal de Alagoas, a Reserva Mato da Onça e a Sociedade Socioambiental Canoa de Tolda, união que vem fortalecendo a preservação do Bioma Caatinga e o enfrentamento dos impactos ambientais no Baixo São Francisco. Nos últimos anos, pesquisadores da Ufal Penedo se tornaram referência na produção de diagnósticos ambientais e no monitoramento das mudanças climáticas que afetam o território.

Reconhecida nacional e internacionalmente, a Reserva Mato da Onça já recebeu indicação ao The Earthshot Prize, participou do Paris Peace Forum 2023 e consolidou-se como núcleo estratégico de conservação do semiárido. Com o novo aporte financeiro, o projeto avança com ações estruturantes como ampliação da energia solar, melhorias no sistema de captação de água, construção de laboratórios, instalação de comunicação digital comunitária e expansão do viveiro com capacidade para até 80 mil mudas por ciclo.

O eixo central da iniciativa é o envolvimento da comunidade Conceição, que atuará diretamente no manejo ambiental, na produção de mudas, na restauração de áreas degradadas e nas atividades de educação popular. A metodologia integra ciência e saberes tradicionais, fortalecendo a autonomia das famílias ribeirinhas e contribuindo para a criação de um Cinturão Verde que reduzirá temperaturas, protegerá nascentes e conterá tempestades de areia no entorno.

Coordenado pelo professor Jairo Lizandro Schmitti (Ufal/Penedo) e com apoio de especialistas da Ufal, UFPE, Ifal, EcoEco e lideranças comunitárias, o projeto também promoverá pesquisa aplicada, ciência cidadã e formação de jovens em áreas como tecnologias ambientais, geoprocessamento participativo e manejo sustentável da Caatinga. “O projeto une ciência, comunidade e conservação, fortalecendo a resistência climática do Baixo São Francisco”, destaca Schmitti.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações da Ufal