Pernambuco investiga três casos suspeitos de intoxicação por metanol; dois morreram

Apevisa inicia fiscalização em distribuidoras de bebidas alcoólicas após suspeitas de contaminação
Metanol é um dos mais importantes insumos na indústria química (Foto: Biodiesel Brasil)

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES) notificou, nesta terça-feira (30), três casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado. Segundo o órgão, dois pacientes morreram e um terceiro perdeu a visão, em casos que estão sob investigação.

Embora não tenha sido confirmado se a intoxicação está diretamente relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) informou que, diante das notificações, está organizando ações de fiscalização em distribuidoras de bebidas no estado.

Nos últimos dias, casos semelhantes têm sido registrados em outras partes do país. O mais alarmante ocorreu em São Paulo, onde cinco mortes foram confirmadas após ingestão de bebidas contaminadas com metanol. A Polícia Federal já investiga a possibilidade de que a substância altamente tóxica tenha sido usada em bebidas alcoólicas falsificadas.

Atenção aos sinais de adulteração

A Apevisa orienta a população a redobrar os cuidados ao consumir bebidas alcoólicas e alerta para sinais que podem indicar adulteração. As principais recomendações são:

  • Verificar se a bebida possui registro no Ministério da Agricultura e Pecuária;
  • Checar se o produto tem rótulo completo e lacre adequado;
  • Comprar apenas em estabelecimentos confiáveis;
  • Ter cuidado redobrado com drinques prontos;
  • Evitar produtos sem procedência clara ou com preços muito abaixo do praticado no mercado.

O metanol é uma substância utilizada industrialmente e imprópria para consumo humano. A ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, danos neurológicos e morte.

A SES e a Apevisa informaram que continuam monitorando a situação e que novas medidas podem ser adotadas para evitar novos casos. A população pode denunciar estabelecimentos suspeitos por meio dos canais oficiais da vigilância sanitária.