União, estados e municípios comprarão alimentos de produtores afetados por tarifaço

Medida beneficia agricultores familiares e exportadores prejudicados por sobretaxas norte-americanas
Alimentos adquiridos vão abastecer as escolas públicas e proporcionar a formação de estoques (Foto: MDA)

O Governo Federal regulamentou a compra direta de alimentos produzidos por agricultores familiares e exportadores brasileiros afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. A medida, formalizada por meio da Portaria Interministerial nº 12, publicada no Diário Oficial da União, de ontem, sexta-feira, 22, permite que órgãos públicos federais, estaduais e municipais adquiram gêneros alimentícios sem licitação, por contratação direta.

A ação faz parte do Plano Brasil Soberano, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 13, para mitigar os impactos econômicos provocados pelo aumento de até 50% nas tarifas de importação de produtos brasileiros anunciado pelos EUA em 30 de julho.

Alimentos vão abastecer escolas públicas e formar estoques

Segundo a MP 1309/25, que institui o Plano Brasil Soberano, os gêneros alimentícios adquiridos vão abastecer escolas públicas e contribuir para a formação de estoques estratégicos de alimentos. A lista inicial de produtos inclui açaí, água de coco, castanha de caju, castanha-do-brasil, mel, manga, pescados e uva, podendo ser atualizada periodicamente por ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura e Pecuária.

Como funciona a habilitação

Para participar das chamadas públicas, os produtores precisam comprovar que foram impactados pelo chamado “tarifaço” dos EUA.

  • Pessoas jurídicas devem apresentar a Declaração de Perda (DP) e a Declaração Única de Exportação (DU-E) do produto afetado, com registros a partir de janeiro de 2023.
  • Produtores que fornecem para exportadoras deverão entregar uma Autodeclaração de Perda (AP).

Proteção à economia e aos empregos

A iniciativa tem como objetivo proteger exportadores nacionais, preservar empregos, incentivar investimentos e garantir o crescimento econômico do país, diante das restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Além da compra pública de alimentos, o Plano Brasil Soberano contempla:

  • R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis;
  • Ampliação das linhas de financiamento às exportações;
  • Suspensão e prorrogação de tributos para exportadoras;
  • Aumento da restituição de tributos federais via Reintegra.

A medida reforça o compromisso do governo em apoiar os produtores nacionais e garantir a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que reage aos impactos das novas barreiras comerciais internacionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações do MDA