“Serial Killer de Maceió” volta a júri hoje (31) por assassinato de adolescente

A identificação do réu se deu após a polícia relacionar o caso a um outro crime
Albino já responde por outros assassinatos com características semelhantes (Foto: TJAL)

Albino Santos de Lima, conhecido como o “Serial Killer de Maceió”, será novamente julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (31), desta vez pelo assassinato da adolescente Ana Clara Santos Lima, de 17 anos, ocorrido em agosto de 2024, no bairro Vergel do Lago, em Maceió. O julgamento está marcado para começar às 8h, no Fórum da Capital, e será conduzido pelo juiz Yulli Roter, titular da 7ª Vara Criminal.

O crime

Segundo os autos do processo, Ana Clara voltava para casa a pé quando percebeu que estava sendo seguida por Albino. Assustada, a jovem tentou se refugiar em uma casa vizinha, mas o acusado teria invadido o local e efetuado os disparos que resultaram em sua morte.

A identificação do réu se deu após a polícia relacionar o caso a um outro crime cometido contra uma jovem com características semelhantes, usando o mesmo modus operandi. A partir disso, os casos passaram a ser investigados de forma conjunta, o que levou à identificação e prisão de Albino Santos de Lima.

Confissão e defesa

Durante as investigações, Albino confessou o assassinato de Ana Clara. Em depoimento, afirmou ouvir vozes e alegou problemas psicológicos. Com base nessa alegação, a defesa solicitou a impronúncia do acusado, alegando que ele seria inimputável — ou seja, incapaz de responder pelos próprios atos.

No entanto, a Justiça entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade, e o réu foi pronunciado para ir a julgamento popular por homicídio triplamente qualificado:

  • Motivo torpe,
  • Recurso que impossibilitou a defesa da vítima,
  • e Feminicídio.

Histórico criminal

Albino já responde por outros assassinatos com características semelhantes, o que lhe rendeu o apelido de “Serial Killer de Maceió”. Os crimes vêm sendo tratados com atenção redobrada por parte das autoridades, devido à brutalidade e ao padrão de execução das vítimas.

 

 

 

Com informações do TJAL