Morreu nesta segunda-feira, 28 de julho, no Rio de Janeiro, aos 74 anos, o jornalista Marcelo Beraba, vítima de um câncer no cérebro. Com mais de 50 anos de carreira, Beraba foi um dos nomes mais importantes da imprensa brasileira, com passagens marcantes por O Globo, Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, TV Globo e O Estado de S.Paulo.
Conhecido por sua ética, rigor profissional e liderança em redações, Beraba foi o fundador e primeiro presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), criada em 2002 após o assassinato de Tim Lopes. “Sem Beraba, a Abraji não existiria como é hoje”, afirmou Rosental Calmon Alves, do Centro Knight.
Sua trajetória inclui momentos decisivos para o jornalismo nacional, como a cobertura da eleição presidencial de 1989, pela Folha, onde coordenou reportagens que revelaram denúncias contra o então candidato Fernando Collor. Também dirigiu coberturas importantes no Jornal do Brasil, como a série “O Cartel dos Ônibus”, e promoveu inovações no Estadão, inclusive à frente da sucursal de Brasília.
Nascido no Rio, em 1951, Marcelo Beraba chegou a estudar em seminário antes de decidir pelo jornalismo. Formado pela UFRJ, iniciou a carreira em O Globo em 1971. Ao longo da vida, dedicou-se à formação de jovens repórteres, à defesa da liberdade de imprensa e à construção de um jornalismo mais crítico e investigativo.
Deixa a esposa, Elvira Lobato, duas filhas, dois enteados e três netos. O velório será nesta quarta-feira, 30 de julho, no Memorial do Carmo, no Cemitério do Caju, das 12h30 às 15h30.






