Governo reage a investigação dos EUA sobre o Pix: “O Pix é nosso, my friend”

Na publicação, o Governo Federal exaltou o sucesso do sistema e reforçou a soberania nacional
Peça do governo sobre o Pix (Foto: Reprodução)

O governo brasileiro reagiu com ironia nesta quarta-feira (16) à abertura de uma investigação comercial pelos Estados Unidos contra o Brasil, por suposta concorrência desleal envolvendo o Pix — sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. Em uma postagem nas redes sociais, o tom foi de deboche, com destaque para a frase: “O Pix é nosso, my friend”.

Na publicação, o Governo Federal exaltou o sucesso do sistema e reforçou a soberania nacional diante da pressão externa. “O Pix é do Brasil e dos brasileiros! Parece que nosso Pix vem causando um ciúme danado lá fora, viu? Tem até carta reclamando da existência do nosso sistema Seguro, Sigiloso e Sem taxas”, diz o texto, acompanhado de uma arte nas cores da bandeira nacional.

A peça também defende o Pix como um modelo eficaz e amplamente aceito pela população: “O Brasil é o quê? Soberano. E tem muito orgulho dos mais de 175 milhões de usuários do PIX, que já é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Nada de mexer com o que tá funcionando, ok?”

A resposta vem após os EUA abrirem uma investigação sob a justificativa de que o Pix, por ser operado por uma autoridade pública e oferecer serviços gratuitos ou a custos muito baixos, poderia representar uma desvantagem para empresas privadas do setor de pagamentos — incluindo bandeiras de cartão e fintechs norte-americanas que atuam no Brasil.

O governo Lula, no entanto, adotou uma estratégia de comunicação direta com a população e usou o bom humor para transformar a tensão internacional em motivo de exaltação nacional. O tom informal e patriótico da mensagem repercutiu rapidamente nas redes, dividindo opiniões, mas reafirmando o apoio institucional ao sistema criado em 2020.

Com mais de 175 milhões de usuários, o Pix é atualmente o principal meio de pagamento utilizado no Brasil, ultrapassando transações com cartão de crédito, débito e dinheiro em espécie. A iniciativa é apontada por especialistas como uma revolução no acesso bancário e na inclusão financeira da população.

A investigação dos EUA ainda está em estágio inicial e pode durar meses. Enquanto isso, o governo brasileiro dá sinais de que defenderá com firmeza o Pix — inclusive no campo da comunicação.