Dalai Lama comemora 90 anos com oração pela paz e declarações polêmicas

A celebração, apesar da chuva e do calor, contou com cantos, danças tibetanas e celebridades
O 14º detentor do título de Dalai Lama, Tenzin Gyatso (Foto: Divulgação)

O Dalai Lama celebrou seus 90 anos neste domingo (6) com uma oração pela paz, ao lado de milhares de fiéis na cidade de Dharamshala, norte da Índia. O momento, marcado por solenidade e reflexão, reafirmou sua influência como líder espiritual tibetano e evidenciou uma nova tensão com a China sobre o processo de sucessão.

Ontem, sábado (5), durante cerimônia anterior ao aniversário, o líder revelou que espera viver mais até 130 anos, apostando em sua missão contínua de serviço à humanidade. “Com as bênçãos de Avalokiteshvara, espero viver mais 30 ou 40 anos, servindo o Dharma e os seres sencientes”, declarou diante de monges e devotos.

O grande tema dos eventos foi a sucessão espiritual. O Dalai Lama afirmou que a próxima reencarnação será identificada de acordo com a tradição budista, por um corpo de monges ligado à sua fundação privada – a Gaden Phodrang Trust – mantendo o controle interno, em clara oposição ao que estabelece Beijing. Ele ressaltou: “ninguém além da nossa instituição tem autoridade para intervir”.

A celebração, apesar da chuva e do calor, contou com cantos, danças tibetanas e as presenças de dignitários e celebridades. Ex presidentes dos EUA incluindo Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton – enviaram cumprimentos, assim como o premiê indiano Narendra Modi e o presidente de Taiwan, Lai Ching-te. A embaixada dos EUA também expressou apoio ao direito tibetano à escolha livre de seus líderes espirituais

Apesar de viver em exílio desde 1959, o Dalai Lama reforça o papel pacífico do budismo tibetano como símbolo de compaixão e resistência cultural. “Vivo para servir outros seres sencientes”, repetiu durante a cerimônia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações de agências internacionais