O estado de Sergipe e mais cinco estados entrou no radar do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) após o registro de um possível foco de gripe aviária em uma produção doméstica. A informação consta no painel de monitoramento de síndromes respiratórias e nervosas em aves, atualizado nesta segunda-feira (19) pelo Governo Federal.
Embora ainda em investigação, a suspeita coloca as autoridades sanitárias em alerta, especialmente por se tratar de uma produção de subsistência – ambiente onde o controle sanitário tende a ser menos rígido do que em granjas comerciais.
Ao todo, o Brasil já confirmou dois casos da doença, ambos no Rio Grande do Sul: um em uma granja comercial no município de Montenegro e outro em um zoológico de Sapucaia do Sul. Além disso, há outros seis focos em investigação nos estados do Tocantins, Santa Catarina, Mato Grosso, Ceará, Sergipe e novamente no Rio Grande do Sul.
Em entrevista a jornalistas, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da vigilância e da atuação rápida das autoridades locais. “Todos os fiscais, todos os sistemas estaduais estão alertas a qualquer tipo de suspeita – e a própria população também”, afirmou.
Fávaro reforçou ainda a confiança no sistema brasileiro de controle sanitário, considerado referência internacional. “É assim que a gente vai superar esse momento difícil e voltar à normalidade o mais rápido possível”, completou.
Risco para a saúde humana é baixo, mas vigilância continua
Apesar do baixo risco de transmissão da gripe aviária para humanos, o Mapa recomenda que a população evite contato com aves doentes ou mortas e que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente às autoridades locais.
A gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, pode ter impactos severos na avicultura, setor fundamental para a economia brasileira, sobretudo nas exportações. A detecção precoce e o isolamento de focos são cruciais para evitar a propagação e preservar a sanidade do plantel nacional.






